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Quando abrir o código de uma aplicação?

Por Marco Lopes em 2008

Developing

Muitas vezes empresas da área das TI fazem desenvolvimento de aplicações para uso interno. Essas aplicações não têm como objectivo dar lucro per se mas sim permitir à empresa desempenhar determinada função relacionada com os seus objectivos.

Nestas situações, abrir o código da aplicação pode ser vantajoso. A não ser que a aplicação permita à empresa um avanço estratégico em relação a outras da mesma área, a partilha do código pode levar a benefícios através da contribuição de outros com os mesmos interesses.

Essa contribuição pode vir em forma de novas features, correcção de bugs ou até mesmo documentação ou bug reporting. Os benefícios podem inclusive estender-se ao próprio desenho da aplicação, pois o uso mais alargado e um maior feedback podem levar a descobrir melhores formas de implementar determinadas features ou mesmo a aplicação completa.

Então deve-se partilhar o código ou não? O segredo está em perceber o edge que nos é dado ou não em relação à concorrência e com base nisso tomar uma decisão. No caso de a resposta acabar por ser afirmativa, mas a aplicação ter um target tão limitado que acabe por tirar poucos benefícios dessa abertura, eu diria que continua a valer a pena abrir. Mesmo tendo um target pequeno. Se não há perdas com a abertura, o pior resultado será também não ter ganhos mas por outro lado pode-se sempre acabar por encontrar outros interessados e beneficiar do seu contributo.

A ideia do Open Source como sendo algo que só se aplica a projectos amadores é completamente errada, o Open Source permite beneficiar da contribuição de terceiros oferecendo nós mesmo a nossa contribuição para aquilo que os outros necessitam. É o dar e receber, a economia de mercado ao seu melhor nível. Esta forma de colaboração que beneficia ambas as partes é, dentro da área do software, algo de relativamente novo e ainda difícil de perceber por algumas pessoas. Muitas empresas contratam programadores para desenvolver aplicações Open Source que não sendo a sua fonte de rendimentos apoiam a sua estratégia, o projecto Mozilla é um bom exemplo deste tipo de situação.

Esta lógica não se aplica quando a área de negócio de um empresa é a comercialização de software, claro está, mas é perfeitamente aplicável quando o desenvolvimento de software funciona como suporte à área de actividade da empresa.

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